top of page
Perguntas frequentes
General
O aplicativo foi desenvolvido para auxiliar profissionais de saúde no diagnóstico de úlceras vasculares, facilitando a identificação do tipo de úlcera e contribuindo para um tratamento mais direcionado e eficaz. Essa ferramenta prática e acessível ajuda a otimizar a tomada de decisão clínica, integrando dados do paciente com critérios diagnósticos padronizados (ver: Journal of Vascular Nursing; The Lancet).
Atualmente, o aplicativo é gratuito e está disponível exclusivamente para dispositivos Android. Ele pode ser baixado na Google Play Store. Recomenda-se verificar na loja os requisitos mínimos de sistema e demais especificações técnicas para garantir a compatibilidade com o seu dispositivo (conforme informações publicadas na App Store)
Os tipos mais comuns de úlceras nas pernas são as úlceras venosas, arteriais e neurotróficas. As úlceras venosas são as mais prevalentes, representando aproximadamente 70% de todos os casos. As úlceras arteriais correspondem a cerca de 20%, enquanto as úlceras neurotróficas – frequentemente associadas à diabetes – representam aproximadamente 15% dos casos. Em conjunto, essas três categorias respondem por cerca de 90% de todas as úlceras dos membros inferiores (Fontes: British Journal of Dermatology, Wound Repair and Regeneration).
O método "Úlcera 4P" é uma abordagem simplificada para o diagnóstico de úlceras nas pernas, baseada em quatro perguntas-chave:
1. O paciente possui pulso palpável na perna afetada?
2. O paciente é diabético?
3. O paciente apresenta varizes?
4. Qual é a localização da úlcera?
As respostas ajudam a diferenciar os tipos de úlceras:
• Ausência de pulso pode indicar uma úlcera isquêmica;
• Presença de diabetes sugere uma úlcera neuropática;
• Varizes apontam para uma úlcera venosa;
• A localização da úlcera (por exemplo, perto do tornozelo, nos dedos ou na planta do pé) complementa essa avaliação.
Essa metodologia agiliza o processo diagnóstico e orienta o planejamento terapêutico (conforme estudos publicados na Journal of Vascular Surgery e na Diabetes Care).
Os tratamentos variam de acordo com a etiologia da úlcera:
• Úlceras venosas: São tratadas principalmente com terapia compressiva (por exemplo, meias de compressão ou botas de Unna) para melhorar o fluxo sanguíneo.
• Úlceras arteriais: Frequentemente requerem procedimentos de revascularização, como angioplastia, para restaurar o suprimento sanguíneo.
• Úlceras neurotróficas: Comumente associadas à neuropatia diabética, exigem a redução da pressão sobre a área afetada (por meio de calçados especiais) e cuidados adequados com a ferida.
Cada abordagem terapêutica é específica para a causa subjacente da úlcera, garantindo um tratamento mais eficaz (conforme as diretrizes da Society for Vascular Surgery e estudos na American Journal of Surgery).
O tratamento das úlceras nas pernas pode representar custos elevados. Cada troca de curativo, que inclui materiais, tempo do profissional, transporte do paciente e perda de produtividade, pode gerar um gasto significativo. Estima-se um custo diário de aproximadamente R$45, o que pode chegar a cerca de R$1.350 por mês e aproximadamente R$16.200 por ano, por paciente. Se um profissional de saúde trata cerca de 15 pacientes por mês, os custos anuais podem ultrapassar R$243.000. Investir em cuidados primários e estratégias preventivas – como educação em diabetes e campanhas de prevenção – pode reduzir a incidência de úlceras, diminuindo, assim, os custos associados (Fontes: World Health Organization e estudos publicados no International Wound Journal).
O método "Úlcera 4P" permite que os profissionais de saúde identifiquem rapidamente os principais tipos de úlceras crônicas dos membros inferiores, facilitando o diagnóstico e o planejamento terapêutico. Essa abordagem prática orienta o médico por meio de uma sequência lógica de perguntas, ajudando a determinar a causa subjacente da úlcera e, consequentemente, a direcionar o tratamento mais adequado (conforme publicações na Wound Management & Prevention).
Os principais fatores que contribuem para as úlceras no pé diabético são a neuropatia e a isquemia:
• Neuropatia: Danos aos nervos reduzem a sensibilidade, aumentando o risco de lesões inadvertidas.
• Isquemia: A diminuição do fluxo sanguíneo compromete a cicatrização das feridas.
Ambos os fatores estão intimamente relacionados à diabetes e elevam o risco de formação de úlceras, podendo levar a complicações graves (Fontes: Diabetes Care e The New England Journal of Medicine).
Pacientes diabéticos com úlceras no pé enfrentam um risco até 40 vezes maior de amputação. Esse elevado risco deve-se à alta probabilidade de infecções e à lenta cicatrização decorrente da neuropatia e da isquemia. Quando as úlceras se infectam ou não respondem adequadamente ao tratamento, a amputação pode ser necessária para preservar a vida do paciente (conforme estudos revisados na Journal of Diabetes Research).
A atenção primária é fundamental na gestão das úlceras nas pernas e na prevenção de complicações. Iniciativas que envolvem educação em saúde, detecção precoce e tratamento imediato podem reduzir significativamente o risco de complicações graves, como infecções e a necessidade de amputações. A atenção primária oferece orientação para o cuidado adequado da ferida, medidas preventivas e educação do paciente, contribuindo para a diminuição de internações hospitalares e custos elevados com tratamentos complexos (Fontes: American Journal of Public Health e BMJ Open).
bottom of page
